Por que a Noruega?

Em um mês minha vida mudou. Meu marido arrumou um trabalho na Noruega e em trinta dias ele já estava lá. No caso aqui. E em quatro semanas a gente desmontou um apartamento, vendemos todas as nossas coisas e eu voltei a morar com meus pais enquanto ele já trabalhava e montava um novo apartamento.

É claro existem muitas entre-linhas nesse esse primeiro parágrafo. Houveram muitas perguntas, muitas emoções muitos questionamentos. Dentro dessas quatro linhas ainda teve dois casamentos, muitas despedidas, muito chororô, mas, incrivelmente, quase nenhuma dúvida de que era isso que devíamos fazer.

Por que a Noruega? A Noruega nunca foi o primeiro país da lista de países que eu escolheria morar. Acho até que ela não entraria na lista dos cinco primeiros. Vir para cá nunca foi um sonho meu. Meu marido, um brasileiro chamado Bjørn, é na verdade meio norueguês por parte de pai, que nunca teve a oportunidade de aprender a língua ou de experienciar a vida nesse país nórdico. Com o passar do tempo, esse desejo de viver tudo isso foi crenscendo e ficando maior que ele (e ele é bem grande). Então, depois de mais de 8 anos juntos, eu sempre soube que em algum momento eu acabaria aqui, mas a gente sempre acha que esse dia está mais longe do que ele realmente está.

Eu acompanhei de perto todas as tentativas frustradas de vir para cá: seja para estudar, seja para trabalhar, seja para fazer qualquer coisa. Cada uma que não dava certo era um suspiro maior para mim, mas era um pedacinho dele que falhava. Era muito difícil lidar com minhas emoções opostas. Sempre vou lembrar de mais uma vaga que ele aplicou, e de mais um momento de espera que passamos. Só que dessa vez era “a” vez. E a sensação é a e que um segundo passou desde que ele aplicou, e entrevistas via skype, e telefonemas em inglês até a conversa no sofá: ”a vaga é minha e querem que eu começe em 15 dias.” Desse dia para hoje foram três meses, mas ainda parece ontem.

Nessa tempo a gente casou, o irmão dele casou, minha irmã está grávida, tive a certeza de que meus amigos são os melhores do mundo e que meu pais são uns santos e o amor deles é incondicional.

E agora eu estou aqui. Tenho que aprender a língua (já terminei o básico 1), tenho que aplicar para o visto, e enquanto isso, que pode levar até nove meses, não posso trabalhar nem sair do país. Portanto, vou ter muita coisa para contar sobre como é a vida, a comida, as pessoas e os lugares daqui.

Então, pra dar uma palhinha, estamos há um mês em Bergen, a segunda maior cidade daqui.

Uma das famosas atrações de Bergen.

Fløibanen: uma das famosas atrações de Bergen.

Castelo do Rei

Gamlehaugen: castelo de férias do Rei.

My life changed in a month. My husband got a job in Norway and in thirty days he was there. He was here, to be accurate. And in four weeks we took apart an apartment, sold all our stuff and I went back to live with my parents while he was working and seting up a new apartment. 

Of course there are many inter-row between that first paragraph. There were many questions, many emotions and many doubts. Within these four lines there was had two marriages, many goodbyes, lots of tears, but actually, no doubt that this was what we had to do. 

Why Norway? Norway has never been the first country from my list of countries that I would choose to live. I don’t even think that it would make to the top five. Coming here was never my dream. My husband, a brazilian called Bjørn, is actually half  norwegian because of his father, who never had the opportunity to learn the language or experience life in this Nordic country. Over time, his desire to live that was getting bigger and bigger. So, after more than eight years together, I always knew that, at some point, I would end up here, but we always think that this day is way more far than it really is. 

I closely followed all the frustrated attempts of coming here: to study, to work or to do anything as a matter of fact. Every one that did not work was one more gasp of breath for me, but it was a bit of of him that failed. It was very difficult to deal with my opposite emotions. I will always remember this one more job he applied, and one more time we spent waiting. Only this time it was “the” job. And the feeling like a second passed since he applied, and had interviews via skype, and phone calls in English until came the conversation on the couch: “I got the job and they want me to start in 15 days”. From that day to today, it has been three months already, but still seem like it was yesterday.

At that time we married, his brother married, my sister got pregnant, I realize my friends are the best in the world and that my parents are about saints and their love is unconditional. 

And now I’m here. I have to learn the language (already finished the basic one), I have to apply for the visa, and it can take up to nine months, meanwhile, I can’t work or leave the country. Therefore, I will have a lot to tell about the life, the food, the people and places to visit here.

So, to give you something to look for, we’ve been living for a month in Bergen, the second largest city in Norway.

Anúncios

10 comentários sobre “Por que a Noruega?

  1. Boulinha disse:

    esqueceu de dizer que apesar das saudades, estamos daqui torcendo por vocês!

    ps: faz logo amizade com esse rei aí pra gente tirar férias no castelo :)))))

  2. Oi Gabriela! Eu estou numa situação parecida, mas em Paris há 6 meses, a diferença é que morar fora foi um sonho que desenvolvemos juntos, porque nenhum dos dois tem a menor ligação com a França.
    Boa sorte no próximo ano! Bjs!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s