O custo doméstica: DIY

Quando viemos morar Noruega tivemos que abrir mão de algumas coisas. Faz parte do processo de se fazer escolhas. Não se pode ter tudo na vida, certo?  Trabalho foi uma delas, temporariamente pelo menos. Até meu visto de permanência sair, que pode ser a qualquer minuto ou em até um ano, eu não posso trabalhar.  Então, nesse período, com um salário a menos, é preciso fazer mais escolhas aonde  e com o que gastar o nosso dinheiro.  Ou seja, o que pode ser feito por nós mesmo está sendo feito por nós mesmo no melhor estilo do it youself – faça você mesmo.  Lê-se faxina.

Ainda mais morando na “Europa”, faxina é o que os europeus mais fazem eles mesmos. E estou ficando mais européia a cada faxina que eu faço. E ficando melhor também e mais rápida.

Aí no Brasil a galera reclama de fazer qualquer coisinha, mas quando se vem morar aqui, ou na maioria dos países, você não tem emprega. Porque é mais caro, sim, mas também porque se você tiver uma ou você é rica ou você é preguiçosa. Acho que não sou uma dessas pessoas que você olha na rua e você sabe que é rica, então não quero ser preguiçosa também. Parti pro supermercado pra ver o que os noruegueses tinham pra me oferecer quando o assunto é limpeza. Tirando a creolina, os produtos parecem os mesmos, mas alguma coisa na fórmula deve ser diferente, pois qualquer produto vagabundo parece limpar melhor do que o melhor produto no Brasil.

Porém o que me surpreendeu mais foram os produtos dentro de casa: máquina de lava e secar roupa, o mop e seu amigo baldinho e os meus favoritos: um giga aspirador de pó fixo com buracos pelas paredes da casa que você pluga o cano e vupt – suga tudo e a linda máquina de lavar louça.

Não sei porque, mas eu sinto rola um certo preconceito com esses produtos por aí, seguido do pensamento de a faxineira vai usar mais do que você e que provavelmente ela vai quebrar antes que você use. Porém não tem nada melhor do que uma boa máquina de lavar louça e um aspirador de pó, foi algo que nunca dei valor, mas agora não saberia viver sem eles.

A verdade é que somos muito mal acostumados. Não sabemos ser diferentes em relação a limpeza. Elas nos parece um bicho de sete cabeças, mas depois que você pega o jeito para de reclamar que tem que fazer e fica mais fácil, até mesmo porque , e aqui entra a minha teoria, se você limpa você tenta não sujar tanto. E com o tempo some da sua cabeça a ideia de que precisa achar uma boa faxineira.

Então eu aspiro, lavo, seco, encho e esvazio a máquina de lavar louça, passo pano na casa, lavo banheiro, box e vazo sanitário, tiro pó e agora ainda faço meus próprios gingerbread man.

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A verdade é que tem muita coisa que ainda estou aprendendo como fazer de forma correta e otimizando meu tempo. E sempre que dá preguiça lembro da minha amiga Nicola, britânica, mãe em tempo integral duas crianças lindas e super educadas que comem curry e cogumelos. Ela lava, passa, cozinha, faz os melhores brownies do mundo, brinca, leva e busca da escola, lê historinha antes de dormir e corre nas horas vagas. Ela me inspira a achar tempo e aprender a passar minhas roupas. Já falei pra que essa vai ser umas das minha resoluções de ano novo: começar passar meus lençóis de cama, assim que o Bjørn comprar o ferro de passar.

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Um comentário sobre “O custo doméstica: DIY

  1. Boulinha disse:

    eu diria que você se tornou uma mulher madura quando a sua resolução de ano novo é passar os lençois da cama. eu ainda acho que eles não precisam ser “passados” kkkkkkkkk

    bjs 🙂

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