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O que eu mais sinto falta.

Essa semana fez seis meses que estou morando na Noruega.  E o que são seis meses dentro de 33 anos (faltam 21 dias OMG!)? Colocar coisas em perspectiva me ajuda muito.

É difícil dizer do que eu mais sinto falta. Pessoas, família, comida… tudo faz parte de um tempo e de um conjunto que não é meu presente, então dizer o que mais sinto falta é bem complicado. E essa dificuldade de dizer uma coisa me deixa bem feliz, porque quer dizer que estou me adaptando bem aqui. Coisas materiais não me fazem mais tanta falta.

Falta uma semana para o festival começar e por causa disso minha semana tem sido cheia: de trabalho e eventos. Confesso que meu trabalho aqui pode ser muito burocrático, às vezes até chato, pois quando não estou ajudando com os vídeos, estou no escritório com a papelada. Mas sempre tem algo pra fazer então “ócio” não entrou no vocabulário da semana.

Além disso, a ideia do festival é bem interessante. Nunca tinha entrado em contato com música experimental e tem sido uma aula conhecer cada artista. Faz mas sentido se coloco os trabalhos dentro do contexto de arte contemporânea e performance artística, mas pensar como show e como música aí embola minhas ideias. Por isso que está sendo fantástico, estou me abrindo para novas experiências, amizades e novo conceito de música. E novos drinks! Virei fã de GT (gim & tônica) com pepino. ♥

Mas voltando ao que eu mais sinto falta… comida. Tinha que ser. Não que não coma bem aqui e nem que a diversidade não seja satisfatória, mas tem um que no arroz com feijão que nenhuma batata com fiskeboller substitui. Ou a carne moída da mamãe com ovo estalado dentro (que é sucesso aqui em casa – essa receita a gente consegue copiar). A comida traz lembrança e o cheiro te leva de volta ao tempo. Então acaba que o que eu sinto saudade é da memória ligada à comida. E dos hábitos também pois aqui não existe tomar um choppinho com petisco, com uma friturinha básica. Aliás acho que aqui não existe fritura. Talvez esse seja até um programa pra buscar, tentar achar nem que seja um bar de Tapas pra ver se engana. Já cerveja… aí tem bastante 🙂

Será que você saberia dizer do que ia sentir falta? Não vale dizer amigos e família. Pode ser um lugar, programa, um festa quem sabe…

Por enquanto fica aqui mais um vídeo feito pro festival. “part wild horses mane on both sides” foi meu primeiro contato com música experimental. Eles são muito legais mas ainda não entendo muito sobre a apresentação, mas é muito interessante a forma como eles usam os sons: amplificando e distorcendo ou simplesmente de uma forma diferente de como estamos acostumados. E durante o festival ainda vai ter um workshop para crianças. Fiquei curiosa de saber como vai ser isso. Eles se apresentam no festival dia 13/03 no Landmak. É possível comprar ingressos aqui.

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