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Bergen sua linda ou: como arrumei um trabalho aqui.

Semana passada foi de acontecimentos. Foi uma semana que fiz muitos contatos e que novos projetos começaram e me fez sentir que Bergen gosta de mim.

Tudo começou através de uma amiga portuguesa que postou sobre trabalho voluntário em um festival de música experimental que vai acontecer no início de março. Só para explicar um pouco, acho que aqui é bem comum trabalho voluntário em diferentes lugares e não necessariamente só pra ajudar os que precisam. Além de diferentes festivais de música, já vi também casas de show/bares terem em seus sites um cantinho reservado para frivilling. Eu, que já estava me escrevendo para um outro festival que vai acontecer em junho, pensei em porque não me inscrever nesse também?

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Latte, IPA e Aking

Muito tempo sem escrever = muita coisa pra contar + um pouco de preguiça.

Desde a última nevasca e post, o tempo virou, ontem fez -6ºC mas os dias estão incríveis. O que rendeu passeio, lugares novos, e fotos lindas.

Finalmente tomei um café gostoso. Seguindo uma das dicas fui na “Det Lille Kaffekompaniet“, que como o nome sugere significa “A Pequena Companhia de Café”. Pedi um latte, single pra mim, e double, pro Bjørn acompanhado e um bolo de maça. Difícil dizer o que estava tão gostoso. O café foi tão bem tirado que nem precisei adoçar – Bjørn me ensinou que quando o café é bem tirado ele não fica tão amargo. Procede?

Latte

Latte

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Um 2015 de possibilidades.

O ano novo já começou e para mim ele vem cheio de possibilidades: é tanta coisa que pode acontecer que nem sei por onde começar. Vejo como um mundo que vai se abrir. Um mundo desconhecido, cheio de mistério e novas experiências. Esse ano para mim é o ano de (auto)aprendizado e (auto)conhecimento.

Esperar a resposta do visto é aprender a aceitar o tempo das coisas, sem reclamar, sem criticar e principalmente  aprender o que fazer com esse tempo, pois me sinto num limbo de tempo/espaço sem poder trabalhar nem sair do país, mas ao mesmo tempo, nada garante que quando meu visto sair eu vou trabalhar e viajar. Nesse período, tempo é o que me sobra e coisas para fazer é que me faltam. Nesse quesito confesso que falta criatividade e confesso que nunca fui desbravadora solitária… (não fico sem fazer nada, às vezes fico, mas faço algumas coisas… mas isso é pra outro post)

Porém 2015 é um leque aberto de novos lugares. Lugares que quando morava no Brasil ou eram muito longe ou muito caro para ir, ou muito caro e muito longe, mas daqui da Escandinávia o mundo parece que fica menor e mais barato com tanta oferta de companhia aérea. Então pensar em férias com o mundo como opção é quase uma dificuldade imensa se não fosse um prazer maravilhoso. Tantos lugares exóticos outrora tão distante do Brasil estão agora à 5 horas, no máximo, de distância. Como eu gosto de dizer, a Noruega tem as suas vantagens.

E aí vem a minha teoria sobre para onde viajar. Antes, vale lembrar que o único lugar da Europa que já visitei foi a Espanha, e aqui na Escandinávia, já fui pra Dinamarca. Então não, nunca vi a Torre Eiffel, nem a Torre de Pisa ou o Coliseu. Nunca fui a Berlin, ou Praga, nem Lisboa, muito menos cheguei perto de Londres, mentira porque já fiz uma escala de 4 horas no aeroporto de Heathrow, mas deu pra entender, né?

Voltando pra minha teoria, por mais que seja tentador fazer um picnic nos jardins do Palácio de Versalhes ou um passeio pelas vinícolas da Toscana, acho que esses lugares são lugares mais fáceis. São lugares que posso fazer sem gastar muita energia, que posso fazer com crianças, ou, se elas não vierem, simplesmente quando eu for mais velha. A partir desse pensamento, pulam pra frente da lista lugares como Sudeste Asiático, Rússia, China, Índia…. Ainda estou convencendo o Bjørn sobre a Índia, mas já temos bastante opções.

É claro que esse teoria é da minha cabeça, que é doida de acordo com meu marido, mas ainda assim acho válida, porque a tendência é a gente ficar mais cansando com menos coisas e mais rápido. E fora que esses lugares vão ser sempre populares, vão ser estar abarrotado de turistas, e penso que os outros ainda estão se popularizando eles devem ser menos cheios. Ou talvez eu só esteja arrumado uma desculpa para esses lugares antes.

Mas resumindo, 2015 então é um mundão para eu escolher e visitar. E mesmo que meu visto não saia, ainda posso viajar pela Noruega e cortar da minha bucket list o sol da meia noite em Lofoten, a aurora boreal em Trømso e um passeio pela neve com Husky em Geilo. Tá bom pra 2015 né?

E pra onde você quer ir em 2015?

 

Norueguesas não sentem frio.

Vamos estabelecer dois fatos: 1) norueguesas não sentem frio e 2) norueguesas, em sua maioria, tem perna fina.

Tendo esclarecido isso posso afirmar que é quase impossível achar uma calça jeans pra mim. Porque além de brasileira e possuir um darrière avantajado, comparando mais com as nórdicas do que com as brasileiras, sou gordinha, não com muito orgulho, mas com menos vergonha do que deveria.

Devo ser um caso raro de gordinha que sente frio, mas sinto, e já sentia no Rio de Janeiro, com mínima de 24ºC. Então me ensinaram o poder das camadas e da lã. Bem, vocês podem imaginar o que camadas de lã adicionam ao meu perfil. O resultado é a completa frustração ao tentar achar uma calça jeans, porque além de vestirem roliças coxas elas precisam também cobrir as, no plural mesmo, meias-calças.

Pra piorar eu não estou acostuma a comprar em lojas aqui, a numeração é diference, os modelos também, isso torna a procura um pouco mais exaustiva. No Brasil eu já sabia o que ficava bom, em que lojas tinham modelos que achava que me serviam melhor, então, mesmo sendo gordinha de perna grossa, eventualmente achava alguma coisa.

Aqui você nas lojas mais “populares” Cubs, H&M, Lindex, os modelos se resumem a skinny cós baixo, skinny cós alto, super skinny, shaping skinny regular fit, super skinny super cós baixo…. e isso é cópia do que esta escrito no site da H&M Norge. Sem ser dramática de mais, existe dois tipo que acho que daria mas que nunca achei o meu tamanho na loja física. Isso porque ainda tenho certa compostura e me recuso a experimentar o jeans de mãe. Os outros pode não saber, mas EU vou saber.

Tudo isso pra dizer que me identifiquei, imensamente, como se aquela fosse eu, com um trecho do livro  “Not That Kind of a Girl” da Lena Duhan, escritora americana, famosa por escrever e atuar na série da HBO, Girls. Ela diz assim:

“As calças nunca me servem, a menos que eu vá na seção de maternidade, então compro basicamente vestidos sem cortes e casacos de tricô engraçados*”.

E é isso que eu tenho vestido, muitas camadas de meias-calças, vestidos e por enquanto são sweaters normais, mas tem cada um que quero comprar:  de natal, coloridos, de texturas diferentes, pq afinal é só isso o que as pessoas vão ver do meu outfit.

Ainda estou no primeiro capítulo, mas a introdução do livro, ou quase a justificativa que ela dá porque a história dela é importante de ser contata e ouvida já vale muito a indicação. É mais sobre como você pode aprender como os erros de uma pessoa comum que faz besteiras e passa por muitas, muuuuitas no caso dela, situações embaraçosas. E acredito muito na desmistificação de modelos atrizes e personagens famosos e apesar de algum jeito ter glamour na vida dela, porque agora ela é famosa, granhou emmys e tudo mais, é muito fácil de se relacionar com as coisas que ela conta. De novo, estou no primeiro capítulo, mas como falei para minhas amigas, ela cita Angela Chase, não dá pra ficar ruim. Fica a dica de presente de natal pra vocês o livro dela.

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* – estou lendo o livro em inglês, então essa tradução foi minha, livre.

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På TV

Eu assisto muita televisão, eu confesso. Eu sou dessas que fazem tudo com a televisão ligada, quando chego em casa é umas das primeiras coisas que faço. Era assim no Brasil e não está sendo diferente aqui na Noruega. My guilt pleasure.

Minha sorte é que, como tudo mundo fala inglês, tem muitos programas de língua inglesa e nada é dublado. Claro que estou falando de TV a cabo. Tenho um pacote básico, com não muitos canais, e acho que uns 4 são de conteúdo nacional, o resto é gringo, sendo apenas um em sueco e o resto em inglês. O que mais passa aqui é reality show: Idol, The Voice, Master Chef Norge e mais um monte que ou eles “copiaram” ou criaram. Outra coisa que eles adoram são os reality de leilão, como Storage Wars, Storege Huntes, Container Wars e outros, além dos Pawn Shops: Las Vegas, Detroid Louisiana. E, não entendi muito bem como isso acontece mas, How I Meet You Mother, passa todo dias, em dois canais diferentes. É o “friends” deles. E aqui temos Discovery Channel, History e TLC, como os mesmos programas que passam no Brasil. Não é que a gente sinta falta, mas é estranho chegar em casa na hora do almoço e não ter o RJTV ou de noite não ter novela (o Bjørn sente falta), mas é uma maravilha não ter Faustão no domingo! Ah, e fim de semana! Principalmente sábado de manhã é uma falta de criatividade dos progamadores, passam em sequencia 4 à 5 episódios da mesma série. Em quase todos os canais é a mesma coisa, como as maratonas da Warner, mas em todos os canais. Então apesar de estar aqui, a televisão e os programas são bem parecidos.

Mas o motivo desse post, são os comerciais. É claro que tem monte que eu não entendo, mas que você pega a ideia e acha muito irado. Confesso que a maioria é bem meia bomba, como músicas fracas e sem muito apelos, mas esses me fizeram parar para ver e re ver e publicar aqui. Separei quatro que acho fantásticos. Divirtam-se!

Um dos meus favoritos é sobre a promoção de fraldas de um supermercado: a quarta sai de graça. Quem ia imaginar fazer um promoção de fralda com crianças gangster style?

 

O segundo é de um site de classificados. Eles que é tão fácil publicar ou achar coisas que até um gato faz, e essa gato é o mascote de todas e diferentes propagandas. Nessa o gato quer fugir comprando uma passagem de avião adivinha pra onde?

O terceiro é de uma loja de utilidades. É uma das maiores aqui e eles tem de tudo. O que fazer quando uma lâmpada queima? É simples, mas você fica com a música na cabeça o resto do dia.

O último é genial. É um sueco, o que faz ser mais engraçado, comprando é como se ele fosse argentino, que fica dando ideia errada, como aquela vozinha chata. É um anuncio de yogurt e ele fala pra você matar a sua fome. Divirtam-se.

 

Bergen, Noruega.

Bergen é a segunda maior cidade da Noruega, ficando atrás somente da capital, Oslo. É daqui que se começa uma viagem por entre os Fiordes, o que torna a cidade um centro turístico com gente de todo o canto do mundo. Não é nenhuma Nova York mas você escuta muitas línguas diferentes caminhando pelo famoso Fisktorget, ou o Mercado de Peixe, no centro da cidade.

Foi oficialmente fundada em 1070 AC. Cada canto da cidade é cheio de história e muitas das fachadas originais foram mantidas. Umas das atrações principais é o Bryggen, lindas casinhas de madeira na beira da baía, que se tornaram patrimônio da humanidade em 1979.

Brygge

Brygge

A cidade é cercada pelo mar e por montanhas. Sete Montanhas como eles chamam, mas que na verdade são mais, onze no total, e as mais famosas são o Fløyen e Ulriken. E talvez por esse motivo, as pessoas de Bergen AMAM fazer uma trilha. Tudo aqui é trilha. Esse é o principal hobby de todo mundo. Você coloca seu tênis especial, sua roupa de ginástica, seu casaco corta vento e vai. E na maioria das vezes, vai correndo. E não importa se está sol ou não, mesmo porque aqui chove muito. Chove tanto que quando você procura Google ele fala que aqui é a cidade que mais chove no mundo. E quando neva o pessoal aproveita e faz cross-country. Eles gostam muito de exercício ao ar livre.

Claro que nem só de exercício vivem os “berguenses”. A cidade é um polo cultural e você pode encontrar um pouco de tudo: shows (principalmente de música clássica e de blackmetal), exposições, festivais de cinema, peças de teatro… E muitos desses e outros eventos acontecem ao ar livre, na Festplassen, um linda praça com um grande lago no centro da cidade. É aqui que eles comemoram o 17 de Maio, o dia da independência.

Festplassen

Festplasse

E pra quem gosta da noite, Bergen também é uma boa pedida. Por ser uma cidade universitária você encontra muitos bares e boates lotados de estudantes bêbados. Até agora posso dizer que temos dois lugares favoritos. Garage que é um bar/casa de shows de rock. Um Emporio maior e, sempre dá pra ser, melhor. Apollon uma loja de discos/café super moderna e aconchegante, com muita variedade de disco, vinis (punk/indie/black metal) e cerveja.

Com o tempo vou contando mais dos novos lugares, das novas trilhas e dos próximos eventos.