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Bergen sua linda ou: como arrumei um trabalho aqui.

Semana passada foi de acontecimentos. Foi uma semana que fiz muitos contatos e que novos projetos começaram e me fez sentir que Bergen gosta de mim.

Tudo começou através de uma amiga portuguesa que postou sobre trabalho voluntário em um festival de música experimental que vai acontecer no início de março. Só para explicar um pouco, acho que aqui é bem comum trabalho voluntário em diferentes lugares e não necessariamente só pra ajudar os que precisam. Além de diferentes festivais de música, já vi também casas de show/bares terem em seus sites um cantinho reservado para frivilling. Eu, que já estava me escrevendo para um outro festival que vai acontecer em junho, pensei em porque não me inscrever nesse também?

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Penso, logo escrevo.

Eu não sou jornalista e escrever para mim é difícil. Nunca foi fácil. Escrever redações, em qualquer época, era o pior castigo. Ficar sentada, “presa” nunca cadeira desconfortável, pensando num tema, quase sempre escroto, politicamente correto, dentro de quatro parágrafos – introdução, argumentação, contra-argumentação e conclusão- nunca foi minha ideia de diversão. Era o professor falar “valendo” que minha cabeça virava um branco ou a paleta da pantone. E quando finalmente acabava não tinha tempo, ou paciência, de reler nada. Acho que nunca tirei 8,0 numa redação. Pra falar a verdade nunca devo ter tirado mais do que 7,0. Meu amigos sabem porque. Eu gosto de dizer que é porque tenho dificuldade em organizar ideias, mas a verdade é que, também, meu português é bem fraco.

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Latte, IPA e Aking

Muito tempo sem escrever = muita coisa pra contar + um pouco de preguiça.

Desde a última nevasca e post, o tempo virou, ontem fez -6ºC mas os dias estão incríveis. O que rendeu passeio, lugares novos, e fotos lindas.

Finalmente tomei um café gostoso. Seguindo uma das dicas fui na “Det Lille Kaffekompaniet“, que como o nome sugere significa “A Pequena Companhia de Café”. Pedi um latte, single pra mim, e double, pro Bjørn acompanhado e um bolo de maça. Difícil dizer o que estava tão gostoso. O café foi tão bem tirado que nem precisei adoçar – Bjørn me ensinou que quando o café é bem tirado ele não fica tão amargo. Procede?

Latte

Latte

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Como transformar uma quinta num sábado.

Já dizia a Calcanhoto: Cariocas não gostam de dia nublados. E se não gosta de dias nublados com certeza não gostam também de chuva. Basta uma garoinha pra ficar todo mundo dentro de casa, o dia todo no sofá. Agora imagina acordar, já no frio, e olhar pra janela e estar nevando? E já tá nevando faz umas 3 horas, pelo menos, e já tem uns 5 cm de neve lá fora. É lindo ver a neve a caído e tudo ficando branquinho, e é bem possível que depois queira ir lá fora brincar com a neve.

Tenho certeza também que a vida aqui continua como se nada fosse novo, todo mundo foi trabalhar, todo mundo foi estudar e todas as lojas abriram na hora. Os e-mail foram respondidos e vai todo mundo sair pra almoçar daqui a pouco. Essa é a vida no gelo, o tempo não te impede de fazer nada.

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Nordic Noir

Sou viciada em séries de tv e filmes. Viciada mesmo, do tipo vejo tudo nem que seja um episódio só pra ter uma opinião. Mas o que gosto mesmo são de dramas. E uso meu trabalho como desculpa e transformo esse “guilty pleasure” em “referências de novas linguagens”. Referência é tudo, né? Então vejo tudo e, hoje em dia, não me sinto mais culpada.

De uns dois anos para cá, muito por influência do Bjørn, tenho assistido muito série e filme escandinavo, claro. E é impressionante como a linguagem deles é diferente do que a gente tá acostumado, principalmente se você pensa na receita americana de storyrelling: e eles viveram felizes para sempre. A fotografia também é outra, até talvez porque o próprio clima daqui seja diferente. E bem mais dark do que estamos acostumados. A edição não fica atrás com planos mais longos e mais descritivos e com menos falas.

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Como pedir um café em norueguês.

Mais difícil que pedir um café em norueguês – “jeg vil gjerne ha en koppe kaffe“, é pedir um bom café na Noruega. O café coado daqui é chá-fé, o expresso é curto e o café com leite é o chá-fé com leite. Nessa horas eu queria ser rata de Starbucks pois saberia como pedir meu café internacionalmente. Minha próxima tentativa será um “Latte” e acho que vou acertar.

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Estações

Na escola a gente aprende sobre clima, tempo e sobre as quatro estações do ano: primavera, verão, outono e inverno. A gente cresce ouvindo falar desse tal de inverno mas aos poucos vamos percebendo que em país tropical não é bem assim. No Rio de Janeiro temos verão e menos verão e é isso. Os cariocas juram que 20ºC é inverno, mas só enganamos a nós mesmos.

Outra coisa que aprendemos no Brasil é sol nasce as 6/6:30 e se põe as 18:30/19h. E ao meio dia a gente sabe o que sol tá a pino quando nosso cucurutos começam a ficar bem quente e bem no meio do céu.

Aí você vem morar no fim do mundo na Noruega e descobre um novo significado para as estações. É quem nem quando se vai no museu pela primeira vez e vemos todas aquelas telas que antes só existiam nos livros, mas agora elas estão bem na sua frente, em tamanho real. Você pode até tocar, só não faz porque o guardinha tá ali, mas poderia.

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