Como transformar uma quinta num sábado.

Já dizia a Calcanhoto: Cariocas não gostam de dia nublados. E se não gosta de dias nublados com certeza não gostam também de chuva. Basta uma garoinha pra ficar todo mundo dentro de casa, o dia todo no sofá. Agora imagina acordar, já no frio, e olhar pra janela e estar nevando? E já tá nevando faz umas 3 horas, pelo menos, e já tem uns 5 cm de neve lá fora. É lindo ver a neve a caído e tudo ficando branquinho, e é bem possível que depois queira ir lá fora brincar com a neve.

Tenho certeza também que a vida aqui continua como se nada fosse novo, todo mundo foi trabalhar, todo mundo foi estudar e todas as lojas abriram na hora. Os e-mail foram respondidos e vai todo mundo sair pra almoçar daqui a pouco. Essa é a vida no gelo, o tempo não te impede de fazer nada.

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Nordic Noir

Sou viciada em séries de tv e filmes. Viciada mesmo, do tipo vejo tudo nem que seja um episódio só pra ter uma opinião. Mas o que gosto mesmo são de dramas. E uso meu trabalho como desculpa e transformo esse “guilty pleasure” em “referências de novas linguagens”. Referência é tudo, né? Então vejo tudo e, hoje em dia, não me sinto mais culpada.

De uns dois anos para cá, muito por influência do Bjørn, tenho assistido muito série e filme escandinavo, claro. E é impressionante como a linguagem deles é diferente do que a gente tá acostumado, principalmente se você pensa na receita americana de storyrelling: e eles viveram felizes para sempre. A fotografia também é outra, até talvez porque o próprio clima daqui seja diferente. E bem mais dark do que estamos acostumados. A edição não fica atrás com planos mais longos e mais descritivos e com menos falas.

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Como pedir um café em norueguês.

Mais difícil que pedir um café em norueguês – “jeg vil gjerne ha en koppe kaffe“, é pedir um bom café na Noruega. O café coado daqui é chá-fé, o expresso é curto e o café com leite é o chá-fé com leite. Nessa horas eu queria ser rata de Starbucks pois saberia como pedir meu café internacionalmente. Minha próxima tentativa será um “Latte” e acho que vou acertar.

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Vídeo

Estações

Na escola a gente aprende sobre clima, tempo e sobre as quatro estações do ano: primavera, verão, outono e inverno. A gente cresce ouvindo falar desse tal de inverno mas aos poucos vamos percebendo que em país tropical não é bem assim. No Rio de Janeiro temos verão e menos verão e é isso. Os cariocas juram que 20ºC é inverno, mas só enganamos a nós mesmos.

Outra coisa que aprendemos no Brasil é sol nasce as 6/6:30 e se põe as 18:30/19h. E ao meio dia a gente sabe o que sol tá a pino quando nosso cucurutos começam a ficar bem quente e bem no meio do céu.

Aí você vem morar no fim do mundo na Noruega e descobre um novo significado para as estações. É quem nem quando se vai no museu pela primeira vez e vemos todas aquelas telas que antes só existiam nos livros, mas agora elas estão bem na sua frente, em tamanho real. Você pode até tocar, só não faz porque o guardinha tá ali, mas poderia.

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Fui lá e flanei!

Primeiro não tem como não agradecer todo mundo que leu, comentou e deu dica. Tanto no Facebook quanto por aqui, foram tantos comentário que fiquei surpresa e feliz que tem um monte gente lendo e gostado do blog. Esse feedback só me faz querer escrever mais e flanar mais por Bergen.

E por falar em flanar… flanei. Na verdade não sei bem se foi flanar, mas fui num café e fiquei lá uma hora inteira! Li revista, observei a loja, os funcionários e os outros clientes e também o que tinha do lado de fora. E quase não usei o telefone, apesar de ter wi-fi, para mergulhar melhor na experiência.

Comecei quebrando a regra do FourSquare e escolhi um café que já conhecia por dois motivos: localização e simbolismo.

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O que eu faço na Noruega – ou eu não sei flanar

Com aproximadamente 250 mil habitantes você pode imaginar que não tem muita coisa para fazer aqui em Bergen. Principalmente se você comparar com o Rio, que quase nunca tem nada pra fazer mas tem um pouco mais de seis milhões de pessoas.  Não sei se eu é que sou nova por aqui, mas sempre tem algo pra fazer, alguma festa, show, evento além de bares e restaurantes… e por aí vai.

Mas, o que eu faço aqui? Fim de semana a gente vai tomar uma cerveja, as vezes assistimos a um show ou passeamos em algum lugar que a gente não conheça. Agora, durante a semana, é bem diferente.

Confesso que sou bem dependente de pessoas pra fazer coisas e sempre justifico isso dizendo que gosto de dividir reações e opiniões. Como ir no cinema sozinha: não chega nem perto de ir no cinema acompanhada. Um segunda pessoa, ou mais, é bom pra dividir a pipoca, fazer piadas internas, reclamar das outras pessoas que estão falando, comentar sobre o filme antes, durante e depois dos filme. É tão mais legal! Já, já fui sim no cinema sozinha e não foi deprimente, mas foi como se eu não tivesse ido, ninguém vai saber.

Então, durante a semana, principalmente agora que estou de férias do curso de Norueguês, quase não saio de casa. Eu saio quando tenho que comprar algo ou vou na casa da minha amiga estudar, mas não é tipo “vou passear pela cidade sem nada pra fazer e descobrir novos lugares”. Eu não sei fazer isso. Eu não sei flanar.

É lindo quando vemos nos filmes, ou lemos nos livros, pessoas chiques que sentam em cafeterias, tomam um café curto e fumam um cigarro numa mesinha redonda em frente a vitrine e o observam o mundo rodar lá fora. Ou, quando nos filmes do Woddy Allen, os personagens passeiam pela cidade parando a cada lojinha ou simplesmente, sentados no banco da praça,  admiram as particularidades dos transeuntes. Gente, não dá! Depois que o café acabou não tem mais nada pra fazer, pega a bolsa, paga a conta e vai embora. E quanto tempo podemos ficar zazando pela rua sem fazer nada, sem nenhum objetivo? Eu pelo menos não muito tempo.

Antes que eu pareça uma chata, não acho ruim quem gosta de flanar, acho que é uma arte,  mas eu realmente não consigo. Sou muito ansiosa, com muita coisa na cabeça pra conseguir ficar parada num lugar. Realmente admiro quem faz isso porque nesse tempo você se permite conhecer a cidade, lugares novos, e aprende a ficar com você mesmo.

Por isso, pensei muito sobre isso, e achei que poderia ser bem interessante fazer um experimento: pelo menos uma vez por semana ir num lugar diferente, tipo um café, ou um restaurante, e até mesmo no cinema, e depois escrever sobre o lugar e sobre a experiência.

Como escolher os lugares? Achei que a melhor maneira seria através do aplicativo Foursquare. Lá vão ter várias sugestões de diferentes lugares e a ideia é começar pelos cafés mais bem votados. Sentar, pedir um café e fazer um review do local e do que tem ao redor.

Vai ser um bom jeito de conhecer a cidade sozinha, e mais ainda, vai ser uma ótima maneira de manter vocês atualizados sobre o que tem que legal pra fazer por aqui. Esperem até o fim da semana eu vou ter um novo post pra vocês!

Ha det! (bye bye em norueguês – pronuncia-se “ra da” como ra, em rato e da, em dado)

Um 2015 de possibilidades.

O ano novo já começou e para mim ele vem cheio de possibilidades: é tanta coisa que pode acontecer que nem sei por onde começar. Vejo como um mundo que vai se abrir. Um mundo desconhecido, cheio de mistério e novas experiências. Esse ano para mim é o ano de (auto)aprendizado e (auto)conhecimento.

Esperar a resposta do visto é aprender a aceitar o tempo das coisas, sem reclamar, sem criticar e principalmente  aprender o que fazer com esse tempo, pois me sinto num limbo de tempo/espaço sem poder trabalhar nem sair do país, mas ao mesmo tempo, nada garante que quando meu visto sair eu vou trabalhar e viajar. Nesse período, tempo é o que me sobra e coisas para fazer é que me faltam. Nesse quesito confesso que falta criatividade e confesso que nunca fui desbravadora solitária… (não fico sem fazer nada, às vezes fico, mas faço algumas coisas… mas isso é pra outro post)

Porém 2015 é um leque aberto de novos lugares. Lugares que quando morava no Brasil ou eram muito longe ou muito caro para ir, ou muito caro e muito longe, mas daqui da Escandinávia o mundo parece que fica menor e mais barato com tanta oferta de companhia aérea. Então pensar em férias com o mundo como opção é quase uma dificuldade imensa se não fosse um prazer maravilhoso. Tantos lugares exóticos outrora tão distante do Brasil estão agora à 5 horas, no máximo, de distância. Como eu gosto de dizer, a Noruega tem as suas vantagens.

E aí vem a minha teoria sobre para onde viajar. Antes, vale lembrar que o único lugar da Europa que já visitei foi a Espanha, e aqui na Escandinávia, já fui pra Dinamarca. Então não, nunca vi a Torre Eiffel, nem a Torre de Pisa ou o Coliseu. Nunca fui a Berlin, ou Praga, nem Lisboa, muito menos cheguei perto de Londres, mentira porque já fiz uma escala de 4 horas no aeroporto de Heathrow, mas deu pra entender, né?

Voltando pra minha teoria, por mais que seja tentador fazer um picnic nos jardins do Palácio de Versalhes ou um passeio pelas vinícolas da Toscana, acho que esses lugares são lugares mais fáceis. São lugares que posso fazer sem gastar muita energia, que posso fazer com crianças, ou, se elas não vierem, simplesmente quando eu for mais velha. A partir desse pensamento, pulam pra frente da lista lugares como Sudeste Asiático, Rússia, China, Índia…. Ainda estou convencendo o Bjørn sobre a Índia, mas já temos bastante opções.

É claro que esse teoria é da minha cabeça, que é doida de acordo com meu marido, mas ainda assim acho válida, porque a tendência é a gente ficar mais cansando com menos coisas e mais rápido. E fora que esses lugares vão ser sempre populares, vão ser estar abarrotado de turistas, e penso que os outros ainda estão se popularizando eles devem ser menos cheios. Ou talvez eu só esteja arrumado uma desculpa para esses lugares antes.

Mas resumindo, 2015 então é um mundão para eu escolher e visitar. E mesmo que meu visto não saia, ainda posso viajar pela Noruega e cortar da minha bucket list o sol da meia noite em Lofoten, a aurora boreal em Trømso e um passeio pela neve com Husky em Geilo. Tá bom pra 2015 né?

E pra onde você quer ir em 2015?

 

God jul og et Godt Nyttår

Então  é  foi Natal. E passar o Natal longe é bom e é ruim.

Vamos falar a verdade, Natal é feito mais de expectativas do que qualquer outra coisa: reencontrar a família e os amigos, a casa decorada, comidas deliciosas que nunca acabam, cerveja gelada e presentes do bom velhinho porque você se comportou bem o ano todo.  Porém nem sempre é assim né? Nem todo mundo aparece, tem quem tá chegando mas nunca chega e você fica morrendo de fome, aí a cerveja tá quente, como o resto da casa, a Simone tá cantando, tem uva-passa na farofa e pêssego no tender. E nem continuo a falar dos presentes pois eles são sempre aquela briga entre expectativa x realidade.

Quando se está longe tudo é novo e a expectativa é quase zero: não tem farofa nem guaraná, não tem peru nem tender bolinha. Não tem família e se o número de presentes está diretamente relacionado ao número de parentes, você está lascado. Logo o que vier é lucro.

Não sei se é sorte nossa ou se os noruegueses são realmente assim, porém tivemos uma noite de natal maravilhosa. Fomos recebidos por um família que nos alimentou, nos deu de beber e de sobra ainda ganhamos algumas lembranças. A comida era Pinnekjøtt, a bebiba era Aquavit e o lembrança foi Guaraná. Bebemos, comemos e nos divertimos por quase 5 horas todos arrumados, com terno e gravata, e tive um Natal, que claro, foi longe dos meus sobrinhos, da Má e do Pá, mas foi aconchegante e divertido e longe de qualquer coisa que eu podia imaginar. Só digo que valeu a pena ter me comportado.

Para a véspera de Ano Novo, uma festa temática, com tapas, cava, e muitas cerveja gelando na neve! Sem fogos, sem amigos, mas com muito amor!

Espero que todos tenham tido um Feliz Natal, o que quer que isso signifique pra você, e desejo um feliz, incrível, prospero e cheio de saúde 2015!

 

O custo doméstica: DIY

Quando viemos morar Noruega tivemos que abrir mão de algumas coisas. Faz parte do processo de se fazer escolhas. Não se pode ter tudo na vida, certo?  Trabalho foi uma delas, temporariamente pelo menos. Até meu visto de permanência sair, que pode ser a qualquer minuto ou em até um ano, eu não posso trabalhar.  Então, nesse período, com um salário a menos, é preciso fazer mais escolhas aonde  e com o que gastar o nosso dinheiro.  Ou seja, o que pode ser feito por nós mesmo está sendo feito por nós mesmo no melhor estilo do it youself – faça você mesmo.  Lê-se faxina.

Ainda mais morando na “Europa”, faxina é o que os europeus mais fazem eles mesmos. E estou ficando mais européia a cada faxina que eu faço. E ficando melhor também e mais rápida.

Aí no Brasil a galera reclama de fazer qualquer coisinha, mas quando se vem morar aqui, ou na maioria dos países, você não tem emprega. Porque é mais caro, sim, mas também porque se você tiver uma ou você é rica ou você é preguiçosa. Acho que não sou uma dessas pessoas que você olha na rua e você sabe que é rica, então não quero ser preguiçosa também. Parti pro supermercado pra ver o que os noruegueses tinham pra me oferecer quando o assunto é limpeza. Tirando a creolina, os produtos parecem os mesmos, mas alguma coisa na fórmula deve ser diferente, pois qualquer produto vagabundo parece limpar melhor do que o melhor produto no Brasil.

Porém o que me surpreendeu mais foram os produtos dentro de casa: máquina de lava e secar roupa, o mop e seu amigo baldinho e os meus favoritos: um giga aspirador de pó fixo com buracos pelas paredes da casa que você pluga o cano e vupt – suga tudo e a linda máquina de lavar louça.

Não sei porque, mas eu sinto rola um certo preconceito com esses produtos por aí, seguido do pensamento de a faxineira vai usar mais do que você e que provavelmente ela vai quebrar antes que você use. Porém não tem nada melhor do que uma boa máquina de lavar louça e um aspirador de pó, foi algo que nunca dei valor, mas agora não saberia viver sem eles.

A verdade é que somos muito mal acostumados. Não sabemos ser diferentes em relação a limpeza. Elas nos parece um bicho de sete cabeças, mas depois que você pega o jeito para de reclamar que tem que fazer e fica mais fácil, até mesmo porque , e aqui entra a minha teoria, se você limpa você tenta não sujar tanto. E com o tempo some da sua cabeça a ideia de que precisa achar uma boa faxineira.

Então eu aspiro, lavo, seco, encho e esvazio a máquina de lavar louça, passo pano na casa, lavo banheiro, box e vazo sanitário, tiro pó e agora ainda faço meus próprios gingerbread man.

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A verdade é que tem muita coisa que ainda estou aprendendo como fazer de forma correta e otimizando meu tempo. E sempre que dá preguiça lembro da minha amiga Nicola, britânica, mãe em tempo integral duas crianças lindas e super educadas que comem curry e cogumelos. Ela lava, passa, cozinha, faz os melhores brownies do mundo, brinca, leva e busca da escola, lê historinha antes de dormir e corre nas horas vagas. Ela me inspira a achar tempo e aprender a passar minhas roupas. Já falei pra que essa vai ser umas das minha resoluções de ano novo: começar passar meus lençóis de cama, assim que o Bjørn comprar o ferro de passar.

Norueguesas não sentem frio.

Vamos estabelecer dois fatos: 1) norueguesas não sentem frio e 2) norueguesas, em sua maioria, tem perna fina.

Tendo esclarecido isso posso afirmar que é quase impossível achar uma calça jeans pra mim. Porque além de brasileira e possuir um darrière avantajado, comparando mais com as nórdicas do que com as brasileiras, sou gordinha, não com muito orgulho, mas com menos vergonha do que deveria.

Devo ser um caso raro de gordinha que sente frio, mas sinto, e já sentia no Rio de Janeiro, com mínima de 24ºC. Então me ensinaram o poder das camadas e da lã. Bem, vocês podem imaginar o que camadas de lã adicionam ao meu perfil. O resultado é a completa frustração ao tentar achar uma calça jeans, porque além de vestirem roliças coxas elas precisam também cobrir as, no plural mesmo, meias-calças.

Pra piorar eu não estou acostuma a comprar em lojas aqui, a numeração é diference, os modelos também, isso torna a procura um pouco mais exaustiva. No Brasil eu já sabia o que ficava bom, em que lojas tinham modelos que achava que me serviam melhor, então, mesmo sendo gordinha de perna grossa, eventualmente achava alguma coisa.

Aqui você nas lojas mais “populares” Cubs, H&M, Lindex, os modelos se resumem a skinny cós baixo, skinny cós alto, super skinny, shaping skinny regular fit, super skinny super cós baixo…. e isso é cópia do que esta escrito no site da H&M Norge. Sem ser dramática de mais, existe dois tipo que acho que daria mas que nunca achei o meu tamanho na loja física. Isso porque ainda tenho certa compostura e me recuso a experimentar o jeans de mãe. Os outros pode não saber, mas EU vou saber.

Tudo isso pra dizer que me identifiquei, imensamente, como se aquela fosse eu, com um trecho do livro  “Not That Kind of a Girl” da Lena Duhan, escritora americana, famosa por escrever e atuar na série da HBO, Girls. Ela diz assim:

“As calças nunca me servem, a menos que eu vá na seção de maternidade, então compro basicamente vestidos sem cortes e casacos de tricô engraçados*”.

E é isso que eu tenho vestido, muitas camadas de meias-calças, vestidos e por enquanto são sweaters normais, mas tem cada um que quero comprar:  de natal, coloridos, de texturas diferentes, pq afinal é só isso o que as pessoas vão ver do meu outfit.

Ainda estou no primeiro capítulo, mas a introdução do livro, ou quase a justificativa que ela dá porque a história dela é importante de ser contata e ouvida já vale muito a indicação. É mais sobre como você pode aprender como os erros de uma pessoa comum que faz besteiras e passa por muitas, muuuuitas no caso dela, situações embaraçosas. E acredito muito na desmistificação de modelos atrizes e personagens famosos e apesar de algum jeito ter glamour na vida dela, porque agora ela é famosa, granhou emmys e tudo mais, é muito fácil de se relacionar com as coisas que ela conta. De novo, estou no primeiro capítulo, mas como falei para minhas amigas, ela cita Angela Chase, não dá pra ficar ruim. Fica a dica de presente de natal pra vocês o livro dela.

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* – estou lendo o livro em inglês, então essa tradução foi minha, livre.