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Querida Oslo – Parte 1

Sem trabalho e sem visto minhas opções de férias de verão ficaram bem reduzidas, mas não posso reclamar porque tirar férias é luxo para quem tem trabalho e  visto. Dito isso, nosso destino, quase único, foi seguir em direção a Oslo, capital norueguesa, para ficar na casa de parentes.

Depois de um ano morando numa cidade com um pouco mais de 250 mil habitantes, chegar em Oslo é parecido com sair de São José dos Campos, interior de SP, em  direção à São Paulo, capital: é bom mas é ruim. É bom porque de repente você vê um monte de gente diferente numa cidade enorme, mas é ruim porque é gente demais numa cidade que nunca termina.  Vale lembrar que Oslo tem, aproximadamente, 620 mil habitantes – ainda bem longe de Copacabana.

Oslo

Oslo

Com uma cidade tão grande assim, só mesmo dividindo o post em duas partes para pode contar tudo o que aconteceu por lá. Nada muito espetacular, mas muita coisa diferente daqui de Bergen. Vou começar falando de Oslo e pra deixar com água na boca, deixo o segundo post para falar, aí sim, das minhas lindas férias de verão Norueguês, com direito a muito sol, num lugar maravilhoso chamado Fagerstrand.

Vou te contar que Oslo, tirando os noruegueses, é muito parecida com todas as cidades européia, eu imagino. Na Europa só fui pra Espanha, mas estou assumindo que Buenos Aires é parecido com muitas cidades européias, pois é o que eu escuto falar. Arquitetonicamente falando, Oslo “modernizou-se” bem mais que Bergen, e, apesar de ainda ser possível ver algumas casas de madeira, vemos muitos mais prédios baixos com varandas, bem característico da Europa.

Em 2012 visitei Oslo pela primeira vez. Foram poucos dias no meio das chuvas e dos dias cinzas de Novembro, quando só nós, os turistas, nos aventuramos a ficar na rua. Nunca imaginei encontrar outra cidade no verão. Além das ruas cheias, bem mais cheias que três anos atrás, vemos o comércio aberto com seus produtos de lado de fora e aberto até mais tarde; feiras de todos os tipos; pessoas pegando sol no jardim; cachorros passeando; sorvetes; óculos de sol; calor e suor.

Vigelandpark

Vigelandparken

Com tanto sol, dessa vez não tive desculpa de não visitar o Vigelandsparken, ou Parque Vigeland. É um parque GIGANTESCO (320.000m²), construído por Gustav Vigeland, que é mais conhecido por suas, também grandes, esculturas.

Vou te dizer que é um dos parques mais lindos que já vi na vida. Tá, eu nunca fui no Versailles, mas ainda assim, é lindo de mais. E nem tivemos tempo de aproveitar todo o parque, de ver todo o gramado, ou de ver as exposições e outros eventos que eles organizam. Só ficamos por entre das esculturas e só isso foi suficiente para me apaixonar. Passei uns bons minutos tirando muitas fotos!

Vigelandparken

Vigelandparken

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Outra parte que gostei muito foi a região de Grunnerløkka a área hipster de Oslo. Mas de fato, lá tem um clima meio Brooklyn ou até St. Market Place, em Nova York, com suas lojinhas vintage e seus cafés chiques. Além das praças e feirinhas. Tem como não amar? Um dica, ou melhor, duas dicas de onde comer ficam nessa área:

Ostebutikken

Ostebutikken

A primeira é um bistrô MARA e SENSA chamado Ostebutikken, ou loja de queijos, onde almoçamos uns mariscos deliciosos. Cheio de personalidade e queijos, deixa você com vontade de ficar lá o dia todo experimentando tudo o que eles servem.

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Mais se você é mais ogro a dica é o Munchies, uma hamburgueria sem meias palavras. Nada de gourmet por aqui a não ser o gosto dos sanduíches. São seis opções de hamburguer, sendo um vegetariano, podendo incluir ingredientes extras e batatas fritas – fritas à perfeição – e uma longa lista de cervejas para acompanhar. Do que mais você precisa?

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Família comendo no Munchies

Aproveitando ainda nossa passagem por Oslo, não podemos deixar de ir no Øyafestivalen um dos maiores festival de verão daqui, com 4 dias de shows e mais de 280 bandas. Além de muitas  bandas internacionais famosas – vi Belle & Sebastian mais uma vez!!! – o festival é conhecido por dar espaço para banda locais, o que é bem legal!

Bilheteria do Øya 2015

Bilheteria do Øya 2015

Há dois anos o festival acontece no lindo “Tøyenparken” – outro parque, e conta com 4 palcos super bem posicionados, fazendo com que pareçam uma arena. Eles ainda oferecem água de graça e pontos de reciclagem!  Quem já foi em Rock in Rio sabe bem a vantagem de água de graça e do mar de garrafas que fica perto dos palcos. No Øya é tudo limpinho! Organização incrível!

Palco "Amfiet"

Palco “Amfiet”

E teve mais um monte de café e sobremesas que nem dá pra colocar tudo aqui se não ia virar a história sem fim! Isso porque de 12 dias, só ficamos 4 em Oslo, o resto ficamos num paraíso chamado Fagerstrand, na casa de campo da família. Só pra deixar uma água na boca, fica aqui uma foto de como eram nossos finais de tarde.

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Pôr-do-sol em Fagerstrand

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Um 2015 de possibilidades.

O ano novo já começou e para mim ele vem cheio de possibilidades: é tanta coisa que pode acontecer que nem sei por onde começar. Vejo como um mundo que vai se abrir. Um mundo desconhecido, cheio de mistério e novas experiências. Esse ano para mim é o ano de (auto)aprendizado e (auto)conhecimento.

Esperar a resposta do visto é aprender a aceitar o tempo das coisas, sem reclamar, sem criticar e principalmente  aprender o que fazer com esse tempo, pois me sinto num limbo de tempo/espaço sem poder trabalhar nem sair do país, mas ao mesmo tempo, nada garante que quando meu visto sair eu vou trabalhar e viajar. Nesse período, tempo é o que me sobra e coisas para fazer é que me faltam. Nesse quesito confesso que falta criatividade e confesso que nunca fui desbravadora solitária… (não fico sem fazer nada, às vezes fico, mas faço algumas coisas… mas isso é pra outro post)

Porém 2015 é um leque aberto de novos lugares. Lugares que quando morava no Brasil ou eram muito longe ou muito caro para ir, ou muito caro e muito longe, mas daqui da Escandinávia o mundo parece que fica menor e mais barato com tanta oferta de companhia aérea. Então pensar em férias com o mundo como opção é quase uma dificuldade imensa se não fosse um prazer maravilhoso. Tantos lugares exóticos outrora tão distante do Brasil estão agora à 5 horas, no máximo, de distância. Como eu gosto de dizer, a Noruega tem as suas vantagens.

E aí vem a minha teoria sobre para onde viajar. Antes, vale lembrar que o único lugar da Europa que já visitei foi a Espanha, e aqui na Escandinávia, já fui pra Dinamarca. Então não, nunca vi a Torre Eiffel, nem a Torre de Pisa ou o Coliseu. Nunca fui a Berlin, ou Praga, nem Lisboa, muito menos cheguei perto de Londres, mentira porque já fiz uma escala de 4 horas no aeroporto de Heathrow, mas deu pra entender, né?

Voltando pra minha teoria, por mais que seja tentador fazer um picnic nos jardins do Palácio de Versalhes ou um passeio pelas vinícolas da Toscana, acho que esses lugares são lugares mais fáceis. São lugares que posso fazer sem gastar muita energia, que posso fazer com crianças, ou, se elas não vierem, simplesmente quando eu for mais velha. A partir desse pensamento, pulam pra frente da lista lugares como Sudeste Asiático, Rússia, China, Índia…. Ainda estou convencendo o Bjørn sobre a Índia, mas já temos bastante opções.

É claro que esse teoria é da minha cabeça, que é doida de acordo com meu marido, mas ainda assim acho válida, porque a tendência é a gente ficar mais cansando com menos coisas e mais rápido. E fora que esses lugares vão ser sempre populares, vão ser estar abarrotado de turistas, e penso que os outros ainda estão se popularizando eles devem ser menos cheios. Ou talvez eu só esteja arrumado uma desculpa para esses lugares antes.

Mas resumindo, 2015 então é um mundão para eu escolher e visitar. E mesmo que meu visto não saia, ainda posso viajar pela Noruega e cortar da minha bucket list o sol da meia noite em Lofoten, a aurora boreal em Trømso e um passeio pela neve com Husky em Geilo. Tá bom pra 2015 né?

E pra onde você quer ir em 2015?