Penso, logo escrevo.

Eu não sou jornalista e escrever para mim é difícil. Nunca foi fácil. Escrever redações, em qualquer época, era o pior castigo. Ficar sentada, “presa” nunca cadeira desconfortável, pensando num tema, quase sempre escroto, politicamente correto, dentro de quatro parágrafos – introdução, argumentação, contra-argumentação e conclusão- nunca foi minha ideia de diversão. Era o professor falar “valendo” que minha cabeça virava um branco ou a paleta da pantone. E quando finalmente acabava não tinha tempo, ou paciência, de reler nada. Acho que nunca tirei 8,0 numa redação. Pra falar a verdade nunca devo ter tirado mais do que 7,0. Meu amigos sabem porque. Eu gosto de dizer que é porque tenho dificuldade em organizar ideias, mas a verdade é que, também, meu português é bem fraco.

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