Bem-vindo à… Suécia?

Para quem acompanha o blog sabe que eu sou viciada em séries de TV. Mesmo tendo uma formação cinematográfica, aos poucos fui trocando o cinema pela TV na mesma medida que os programas começaram a ficar mais “ricos” não só nos seus lucros, mas todo o formato mudou e os roteiros ficaram mais elaborados, e a fotografia mais incrível, uma vez que o orçamento de cada episódio aumentava. HBO abriu um caminho para um novo mundo de séries e agora Netflix e Amazon seguem, não necessariamente atrás. Ainda adoro cinema, mas séries virou uma paixão maior.

Toda essa introdução para falar sobre a minha mais nova descoberta no mundo das séries e que tem tudo a ver com mudar de pais e todas as temáticas que tratamos aqui. É um personagem que muda para outro país por amor. Dá pra ser mais parecido? Não dá, porque o personagem é um homem e ele se muda para Suécia, mas tirando isso, qualquer um de nós que saiu do conforto da nossa casa para viver em qualquer pais escandinavo vai se identificar com essa série, em maior ou menor escala.

Welcome to Sweden

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Bruce Evans é um contador americano, morador de Nova York, e que trabalha “multiplicando dinheiro” para celebridades. Trabalhava. A primeira cena e ele contando para um cliente que está apaixonado e vai se mudar para Suécia, logo ele não será mais seu contador. O cliente? Amy Poehler “herself”, umas das maiores comediantes atualmente nos EUA. O diálogo, como você imagina, é divertidíssimo.  A cena seguinte já é no aeroporto.

Bruce é interpretado por Greg Poehler, como o sobrenome sugere, é irmão da Amy. Ele, um dos criadores da série, e não a toa, é casado com uma sueca, daí tantas inspirações. Além disso a série possui escritores americanos e suecos, o que faz a série engraçada nas duas línguas, uma vez que, pra quem ainda não percebeu, a definição de comédias paras os dois são bem diferentes.

O roteiro permite muitas participações especiais com o fato de Bruce trabalhar para celebridades, além da irmã Amy, outras celebridades fazem constantes participações especiais, como o também comediante Will Ferrell e o cantor Gene Simmons, do Kiss.

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Estereótipos e verdades

É difícil pensar em outros países e culturas e fugir dos estereótipos, mas a verdade é que muitos são reais, mesmo que a maioria seja exagero. E essa série é cheia deles, mas você vai se identificar com maioria. Você vai pensar, é isso mesmo: também fiquei chocada quando descobri que ia ter que pagar 10 mil coroas para tirar carteira de motorista válida (aqui é ainda mais caro), e mais um monte de outros exemplos que não quero contar para não tirar a graça de você identificar essas situações.

E os “problemas” do Bruce são os “mesmos” que o nossos: adaptar-se à família, os amigos no curso da língua, os amigos locais, as comidas, procurar por trabalho…  mas no final é sempre sobre como é preciso que continuemos sendo quem somos, mesmo que vivendo em outro país.

Não sei o que os suecos pensam sobre a série, talvez não gostem muito, mas como nós brasileiros não gostamos quando tocam em nossos ponto francos. Mas se eu, que me mudei para Noruega achei fácil de identificar, é porque deve ter alguma verdade nisso, né? Talvez por isso não sei se quem for indiferente a essa temática vai achar tão engraçado quanto eu e Bjørn achamos.

“Welcome to Sweden” estreou em julho do ano passada na NBC, e já tem a segunda temporada confirmada para estrear dia 19 de julho. Pela nova foto de divulgação tudo indica que essa nova temporada vai ser sobre Bruce sobrevivendo ao inverno.

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Todas as fotos foram tiradas da página do facebook da série.

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Nordic Noir

Sou viciada em séries de tv e filmes. Viciada mesmo, do tipo vejo tudo nem que seja um episódio só pra ter uma opinião. Mas o que gosto mesmo são de dramas. E uso meu trabalho como desculpa e transformo esse “guilty pleasure” em “referências de novas linguagens”. Referência é tudo, né? Então vejo tudo e, hoje em dia, não me sinto mais culpada.

De uns dois anos para cá, muito por influência do Bjørn, tenho assistido muito série e filme escandinavo, claro. E é impressionante como a linguagem deles é diferente do que a gente tá acostumado, principalmente se você pensa na receita americana de storyrelling: e eles viveram felizes para sempre. A fotografia também é outra, até talvez porque o próprio clima daqui seja diferente. E bem mais dark do que estamos acostumados. A edição não fica atrás com planos mais longos e mais descritivos e com menos falas.

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Vídeo

På TV

Eu assisto muita televisão, eu confesso. Eu sou dessas que fazem tudo com a televisão ligada, quando chego em casa é umas das primeiras coisas que faço. Era assim no Brasil e não está sendo diferente aqui na Noruega. My guilt pleasure.

Minha sorte é que, como tudo mundo fala inglês, tem muitos programas de língua inglesa e nada é dublado. Claro que estou falando de TV a cabo. Tenho um pacote básico, com não muitos canais, e acho que uns 4 são de conteúdo nacional, o resto é gringo, sendo apenas um em sueco e o resto em inglês. O que mais passa aqui é reality show: Idol, The Voice, Master Chef Norge e mais um monte que ou eles “copiaram” ou criaram. Outra coisa que eles adoram são os reality de leilão, como Storage Wars, Storege Huntes, Container Wars e outros, além dos Pawn Shops: Las Vegas, Detroid Louisiana. E, não entendi muito bem como isso acontece mas, How I Meet You Mother, passa todo dias, em dois canais diferentes. É o “friends” deles. E aqui temos Discovery Channel, History e TLC, como os mesmos programas que passam no Brasil. Não é que a gente sinta falta, mas é estranho chegar em casa na hora do almoço e não ter o RJTV ou de noite não ter novela (o Bjørn sente falta), mas é uma maravilha não ter Faustão no domingo! Ah, e fim de semana! Principalmente sábado de manhã é uma falta de criatividade dos progamadores, passam em sequencia 4 à 5 episódios da mesma série. Em quase todos os canais é a mesma coisa, como as maratonas da Warner, mas em todos os canais. Então apesar de estar aqui, a televisão e os programas são bem parecidos.

Mas o motivo desse post, são os comerciais. É claro que tem monte que eu não entendo, mas que você pega a ideia e acha muito irado. Confesso que a maioria é bem meia bomba, como músicas fracas e sem muito apelos, mas esses me fizeram parar para ver e re ver e publicar aqui. Separei quatro que acho fantásticos. Divirtam-se!

Um dos meus favoritos é sobre a promoção de fraldas de um supermercado: a quarta sai de graça. Quem ia imaginar fazer um promoção de fralda com crianças gangster style?

 

O segundo é de um site de classificados. Eles que é tão fácil publicar ou achar coisas que até um gato faz, e essa gato é o mascote de todas e diferentes propagandas. Nessa o gato quer fugir comprando uma passagem de avião adivinha pra onde?

O terceiro é de uma loja de utilidades. É uma das maiores aqui e eles tem de tudo. O que fazer quando uma lâmpada queima? É simples, mas você fica com a música na cabeça o resto do dia.

O último é genial. É um sueco, o que faz ser mais engraçado, comprando é como se ele fosse argentino, que fica dando ideia errada, como aquela vozinha chata. É um anuncio de yogurt e ele fala pra você matar a sua fome. Divirtam-se.